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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Renascimento

 


O Renascimento começou em Itália por volta do século XV e espalhou-se pela Europa durante o século XVI. Durante esta altura as cidades desenvolveram-se e enriqueceram. Também o número de artesãos e comerciantes aumentou rapidamente. Houve a diminuição das epidemias da Idade Média e a Europa Ocidental passou à liderança da moda.

 

Trajes masculinos:

 

Os homens usavam um pequeno turbante chamado chaperon.

 

 

Calçavam poulaines, sapatos pontiagudos que chegavam a ter até 20 cm e a ponta era levantada e atada aos joelhos por uma corda para conseguir andar. Eram flexíveis, de entrada baixa, sem salto e bico fino. Até as armaduras tinham compridos sapatos de ferro de bico revirado.

 

 

 

 

“Quando encomendam sapatos na família, são vinte e quatro, quarenta ou cinquenta pares de cada vez. [...] É sabido que esses ridículos sapatos de grandes pontas arrebitadas (as polónias) não suportam a lama; as compridas pontas se deformam, os ornatos perdem o brilho, e em três dias estão completamente estragados, esses sapatos que exigiram um mês de trabalho dos melhores artesãos da oficina de Guilherme Loisel, em Paris.”

 

No final do século, os sapatos passaram a ser redondos, mas como sempre o exagero levou a que eles fossem redondos a tal ponto que passaram a chamá-los "bico-de-pato".

 

Tal como as roupas, também os sapatos possuíam recortes e brocados. Os chapéus, para os homens, eram como boinas com abas, muito confortáveis e podiam ser adornados puxando a aba da frente do rosto para cima e prendendo-a com uma jóia.

Aliás, o gosto por chapéus, que vinha da Idade Média prolongou-se no Renascimento tendo cada classe e faixa etária um chapéu adequado à sua condição.

 

Um outro hábito que não se perdeu foi o de cobrir a cabeça com uma touca de linho apertada no queixo, embora esse acessório tenha ficado para uso de advogados e homens mais idosos.

 

O cabelo usava-se comprido e até 1535 a barba era raspada. Em 1535 o rei ordenou que na corte os cabelos fossem cortados e que se deixassem crescer as barbas, começando o próprio por dar o exemplo.

 

As roupas das classes dominantes eram sobrepostas. Usavam camisas de linho, sobre as quais vestiam um casaco justo chamado gibão. Sobre o qual usavam uma jaqueta curta com muitas peles em torno do pescoço e com mangas largas, também usavam calções em balão pelo meio da coxa. No final do século, a moda formal e rígida da Espanha espalhou-se por toda a Europa. Passaram a vestir calções até aos joelhos. Modificaram o gibão, ganhando uma saliência sobre o ventre.

 

 


Ganharam muitos enfeites e acessórios, como botões e cintos ornamentados com pedrarias. Contrariamente ao que se pode pensar, o homem possuía um visual mais exuberante do que a mulher.


A Silueta Feminina:

 

Nesta época, a mulher decidiu sair da obscuridade e revelar-se mais, visto que na Idade Média, muito pouco podia fazer, decidiu agora vir com novas exigências, principalmente a nível do seu aspecto.

 

O Renascimento não foi só um período em que as mulheres das classes dominantes se distinguiam das que lhes eram socialmente inferiores pelas suas formas mais nutridas e pela brancura imaculada da roupa interior, mas também um período em que se tornou mais importante que as mulheres fossem “diferentes” dos homens, tanto na forma de vestir como na aparência e no comportamento.As mulheres manifestaram uma tendência para se vestirem de forma mais pudica.

 

Os seus vestidos compridos e volumosos, revelavam uma cintura torneada ainda mais delgada pelo uso do espartilho, e, quando os costumes mais liberais o permitiam, podiam mesmo exibir um peito leitoso e adequadamente empoado e pintado com rouge.

 

Nesta época, cânones da beleza feminina e o modelo ideal de mulher sofreram várias transformações: de esbelta a roliça e de natural a pintada.

 

A silhueta e o rosto femininos foram correspondendo às diferentes condições de dieta, de estatuto e de riqueza, dando origem a novos padrões de aparência e gosto, a novos ideais de beleza e erotismo.

 

 

 

 

 

Nas roupas vemos  muito brilho, pedras, bordados, tecidos nobres... o que vemos é uma verdadeira explosão de vaidade, com trajes lindos que conseguem ser admirados até hoje sem cair no exagero que vemos no século XVIII e principalmente na época Rococó...

 

O Povo:

Para o povo, o vestuário simples e pouco variado nas formas, fabricado por ele próprio, apenas tinha um significado utilitário. Longe das modas e dos actos mundanos da Corte, era o mais simples e rústico, baseado apenas nas necessidades do quotidiano. As suas cores escuras, os tecidos vulgares e remendados comunicavam apatia e tristeza. O vestuário reflectia a sua condição de dependência.

 

Para cobrirem a cabeça, além das toucas ou coifas colocavam por vezes um sombreiro de abas largas ou barretes de feltro e pano. Juntamente com o saio, bastante usual, vestiam-se os gibões compridos de burel, calças de malha grosseira e mantos com capuz de Inverno.

Os camponeses continuarão a vestir-se mais ou menos da mesma forma até meados do século XIX.

 

 


 

 


Trajes do Clero:

O Clero vestia vestidos escuros, compridos de lã com capas igualmente compridas e escuras.Alguns andavam descalços outros calçados com sapatos de couro.

 

Desde o mais simples ao mais complexo o Clero vestia diferentes tipos de trajes conforme a sua riqueza e claro todos usavam adereços próprios da religião como por exemplo os terços.

Haviam os Dominicanos, os Carmelitas e os Franciscanos.

 

 

 

 

 

 

Também tenho algumas sugestões de filmes interessantes que retratam esta época e como não podia deixar de mencionar que este foi o período dos Descobrimentos.

 

 

Bianca Beres nº 5 12C6

publicado por Moda Através do Tempo às 19:05

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