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Domingo, 21 de Março de 2010

Século XIX

 

 

Napoleão I

 

 A partir da Revolução Francesa, houve uma rejeição por parte da população ao Antigo Regime que se propagou à moda, de forma que todas as tendências ostensivas dessa época foram deixadas de lado.  Depois de Napoleão I tomar a posse de França, as pessoas preferiam muito mais roupas confortáveis.  Houve uma certa influência dos campos ingleses na moda, principalmente, a masculina. Sendo assim, passou a fazer parte do guarda-roupa dos homens casacos de caça, botas, golas altas e lenços amarrados no pescoço.

 

 

 

Estilo Império

 

 

 

 


 

 

 

 

As mulheres também adoptaram uma certa simplicidade, usando vestidos de tecidos leves (como o mousseline e a cambraia) semelhantes à camisolas de cintura alta e normalmente de cor branca.
 
 

 

 


Durante o Consulado e Diretório franceses houve uma certa incorporação de valores gregos e romanos, o que acabou garantindo às roupas femininas um toque clássico, além do conforto no império.

 

 

 

 

Napoleão também influenciou muito a confecção das roupas francesas. Por querer desenvolver a indústria têxtil francesa, proibiu a compra de mousseline e algodão da Índia e a repetição de roupas pelas damas da corte.

 

 

 

 

Houve também o surgimento de um acessório muito usado durante a era das revoluções: o xale.
 
 
 
Era Romântica

 

 

 

 

 

Por volta de 1830 há uma transformação gradual do estilo Império para o Romântico que exaltava emotividade e criatividade. A influencia francesa regressa em força pelo menos na imblementária feminina.

Enquanto o estilo inglês continua a ser usado pelos homens.

 

De modo geral a roupa feminina ganha as seguintes variações:

 

  • Silhueta fluida, porém mais ornamentada;

  • Diminuição do comprimento dos vestidos;

  • Mangas bufantes, que iniciam-se curtas e aumentam de volume depois (manga pernil);

  • Penteados anelados;

  • Maquiagem discreta, quase natural, com rosáceas nas maçãs do rosto;

  • Joiás como complemento dos decotes, sempre rebaixados e com obros caídos;

 

 

  • Uso do corpete;

 

  • Chápeu boneca;

  • Leques;

  • Sapatos de salto baixo e ponta arredondada;


 

 

 

 

Era Vitoriana

 

 

 

 

 

 

 

 

Após um período em que a imagem é suavizada e simplificada, temos novamente na história uma época de excessos e grandes volumes. É o período Vitoriano, que tem este nome em função da rainha Vitória, monarca da Inglaterra neste período.

 

 


 

 
O ideal feminino que passa a ser seguido é:
  • A crinolina, com muitas anáguas, gerando vestidos extremamente volumosos;

  • O espartilho, evoluído do corset, agora mais ajustado à cintura, chegando inclusive a deformá-la;

  • Mangas extremamente justas e compridas, enfatizando os ombros caídos;

  • Cabelos ondulados;

  • Xailes e chapéus grandes decorados, eram os acessórios preferidos;

  • Maquilhagem pálida com boca e olhos extremamente marcados;
À mulher vitoriana foi dada a condição de ser frágil, puro, tímida, inocente e sensível. Qualquer característica que fosse de encontro a essas características era considerado vulgar. Por isso as roupas eram criadas para evidenciar esse perfil.

 
A Era Vitoriana na Alta Costura actual

 
 
Emily Blunt veste modelo da coleção alta costura da Dior

 
A atriz Emily Blunt, de “O Diabo Veste Prada”, protagoniza um ensaio belíssimo na edição de maio da revista “Vanity Fair”. No editorial entitulado, “There Will Be Beauty ” (Haverá Beleza), ela representa uma  musa da era vitoriana, da moda rica em detalhes, de peças feita a mão, do extremo requinte, proposto pela temporada de alta costura de Paris.
 
Fonte:
 

  Bianca Beres nº5
 
 
publicado por Moda Através do Tempo às 21:01

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